Festividades

Concelho rico em variadas e originais Festividades.

Vão das, nitidamente, religiosas às, notoriamente, profanas.

Contudo, grosso modo, são Festividades que respeitam o Calendário religioso, no caso o católico.

 

Deste modo, devem ser referenciadas as seguintes Festividades:

Os Cortejos dos Reis – em comemoração do Dia de Reis, em especial nas freguesias de Fenais da Ajuda, da Ribeirinha e da Matriz.

Os Cantares às Estrelas – de iniciativa Municipal na noite de 1 de Fevereiro de cada ano, há desfile de grupos, oriundos de todas as freguesias do Concelho que percorrem toda a Rua Direita, cantando de porta em porta.

Carnaval – mais vivido nas freguesias de Fenais da Ajuda, Ribeirinha, Matriz, Ribeira Seca e Rabo de Peixe, tem particularidades como as Marchas e Danças, como o Pau de Fitas, ou ainda as Pantas na Maia.

Procissão do Senhor Santo Cristo dos Terceiros – realiza-se no primeiro Domingo da Quaresma, tem vocação penitencial e é única na Ilha.

Procissão do Senhor dos Passo – nas paróquias da Conceição e da Matriz, percorrendo cinco capelinhas do século XVIII que representam passos da Paixão de Cristo, e que são posse da Santa Casa da Misericórdia.

Ciclo do Espírito Santo – que se estende do dia de Páscoa até ao dia de S. Pedro, inclui três festividades, as Bandeiras (em número de duas, a da Beneficência no Pentecostes e a da Caridade na Santíssima Trindade), as Coroas (em número de seis, com insígnias semelhantes aos Impérios do Sistema das Domingas [bandeira, coroas, ceptros], estendem-se ao longo do Ciclo) e as Despensas (festividades, muitas vezes, confundidas unicamente com os ‘balhos dos pescadores’). As festividades fecham, no dia 29 de Junho, com as Cavalhadas de São Pedro.

Festas da cidade – a 29 de Junho, dia de São Pedro, incluem homenagens, actividades culturais e desportivas que se prolongam por quinze dias.

Cavalhadas de São Pedro – As Cavalhadas fazem a sua concentração, durante a manhã do dia de São Pedro, junto do Solar da Mafoma, na freguesia da Ribeira Seca, saindo em desfile em direcção à igreja com orago daquele Santo, por volta das doze horas.
O desfile leva à cabeça dois Lanceiros [Vassalos], seguindo-se-lhes os Cavaleiros em duas filas ordenadas e, à frente, entre as filas, segue o Rei, por sua vez seguido de três Corneteiros, fechando as duas filas de Cavaleiros outros dois Lanceiros.
Antes da saída do Cortejo das Cavalhadas do Solar da Mafoma os três Corneteiros tocam uma música, denominada Alvorada, voltando a tocá-la em conjunto nos locais onde o Rei discursa, junto da igreja de São Pedro e em frente à Câmara Municipal da Ribeira Grande. 
Durante o percurso os Corneteiros tocam ainda, alternadamente, a mesma música. 
Chegados à igreja, junto da porta principal, os dois Lanceiros da frente recitam versos [loas], onde evocam a importância da vida religiosa e preparam a Embaixada do Rei, esta também em verso, sendo nela evidenciada a vida de São Pedro.

Comédias de São Pedro – espécie de teatro de rua em que os comediantes, exibem em alguns locais tradicionais a sua pequena peça com crítica social e económica onde a chacota predomina.

Alâmpadas – são arranjos florais, que incluem frutos, destinados a ornamentar a paroquial da Ribeira Seca da Ribeira Grande e a oferecer a pessoas que se queira honrar durante as festas de S. Pedro.

Dia do Foral – a 4 de Agosto comemora-se o Foral de Vila dado por D. Manuel I, com teatro, música, palestras e homenagens a personalidades municipais.

Festa dos Padroeiros – que se dão em todas as paróquias e assim preenche os meses de Julho a Outubro ao longo de dois ou três dias por festividade.

Feira Gastronómica – no mês de Outubro, a Feira Gastronómica Sabores da Nossa Terra dá-se na Ribeira Seca.

Festa de Nossa Senhora da Conceição – em honra da padroeira da freguesia da Conceição, é também conhecida pelo Dia das Montras, pois a autarquia nesse dia organiza o concurso de montras. Associado a esta festa está a Folia, composta por um grupo de seis amigos, tocadores e cantadores, os quais vestidos de vermelho e damasco tentam relembrar e reviver outros tempos,

Natal – durante este período a autarquia promove concursos de presépios, um que se denomina “Prior Evaristo Carreiro Gouveia” em que os concorrentes são particulares e outro chamado “Públicos” em que os concorrentes são as paróquias. É também neste período que se fazem 15 dias de festas, exposições, teatro e lançamentos de livros; a maior parte dos acontecimentos acontecem no Teatro e em Volta do Centro Histórico recreando de forma natalícia as actividades das Festas da Cidade. Destaque para o desfile de crianças vestidas de Pais Natal e para as barraquinhas com comes e bebes e artesanato, música e teatro, que criam o Mercadinho de Natal, um espaço para ser visitado à noite e passar o tempo a saborear, ver e ouvir sinais do Natal.

Feira Quinhentista – o mote para a realização da primeira feira quinhentista foi a celebração dos 500 anos de elevação da Ribeira Grande a Vila (1507-2007). Este evento pretende ser um meio de promoção do concelho, bem como um cartaz turístico forte, sob a forma de feira temática, bianual, que pretende ter sempre, além do divertimento, uma função didáctica e ludico-pedagógica, procurando fazer chegar ao grande público lições sócio-históricas de forma descontraída e divertida.

Actualmente a autarquia desenvolve entre Março e Junho uma agenda cultural integrada num certame denominado PrimArte que tem granjeado o apreço dos residentes e visitantes da Ribeira Grande. Inclui exposições, feira do livro, peças de teatro, colóquios e sessões de cinema.

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