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Câmara da Ribeira Grande procura clarificar aplicação do Plano de Salvaguarda Histórico para dinamizar centro da cidade
O Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Jaime Vieira, e o Vereador Miguel Bernardo reuniram com a Diretora Regional da Cultura, Maria Judite Parreira, num encontro realizado na sede da Direção Regional da Cultura, em Angra do Heroísmo, tendo como principal objetivo esclarecer questões relacionadas com a aplicação do Plano de Salvaguarda Histórico da Ribeira Grande.
A reunião permitiu abordar, em particular, as dificuldades e dúvidas que têm surgido na análise de processos relativos a imóveis antigos localizados no centro da cidade, nomeadamente perante o crescente interesse de empreendedores que pretendem adquirir e requalificar este património, adaptando-o à instalação de novos negócios e atividades económicas.
Para o executivo municipal, “importa encontrar respostas que permitam compatibilizar a necessária salvaguarda do património histórico e arquitetónico com a utilização funcional e contemporânea dos edifícios, garantindo que o centro histórico não se transforme num espaço estagnado, mas antes num território vivo, dinâmico e capaz de acolher novas atividades”, disse Jaime Vieira à saída da reunião.
Neste sentido, a Câmara Municipal da Ribeira Grande pretende aprofundar a articulação com a Direção Regional da Cultura, procurando clarificar procedimentos e encontrar soluções que permitam responder, de forma célere e adequada, aos projetos de investimento que contribuam para a recuperação do edificado existente.
“A estratégia municipal passa por conferir uma nova dinâmica ao centro da cidade, criando condições para a atração de novos negócios, incentivando o investimento privado e promovendo, simultaneamente, a recuperação de edifícios que, em muitos casos, apresentam sinais avançados de degradação e situações próximas da pré-ruína”, referiu o autarca, que afirmou igualmente que “a requalificação destes imóveis representa, assim, uma oportunidade não apenas de preservação do património, mas também de regeneração urbana, criação de emprego e dinamização social e económica do centro da Ribeira Grande” concluiu.
O executivo camarário considera que a valorização do património histórico deve caminhar lado a lado com a capacidade de dar novos usos ao edificado e de criar condições para que empreendedores e investidores possam contribuir para a revitalização da cidade.
Da parte da Direção Regional dos Assuntos Culturais, foi manifestado sensibilidade para o assunto, cuja preocupação em torno da desertificação nos centros urbanos e na necessidade da captação de investimento é partilhado por todos os concelhos dos Açores, assim como o compromisso do trabalho conjunto em prol de serem analisadas e encontradas soluções para as questões colocadas.
A reunião em Angra do Heroísmo enquadra-se, deste modo, na procura de uma maior articulação institucional e de soluções que permitam conciliar a salvaguarda dos valores históricos e arquitetónicos da Ribeira Grande com uma visão de futuro para o centro da cidade, promovendo a sua recuperação, ocupação e revitalização.